ABC É DERROTADO PELO TOMBENSE POR 3 A 0 E CHEGA 12 JOGOS SEM VITÓRIAS NA SÉRIE B

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  O ABC chegou ao seu 12º jogo seguido sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro perdeu do Tombense por 3 a 0, nesta quinta-feira (7), fora de casa. A partida marcou a estreia do técnico Argel Fuchs no comando do time potiguar. Os gols da partida foram marcados por Fernandão, no primeiro tempo, enquanto Matheus Frizzo e Alex Sandro deram números finais ao confronto na segunda etapa. Com a derrota, o ABC segue na última posição do campeonato, com 16 pontos conquistados após 27 rodadas. O time está a 11 pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Avaí. Já o Tombense chega aos 25 pontos e pode sair da área de descenso na próxima rodada. O ABC volta a campo na próxima sexta-feira (15), em partida contra o Sport, no Frasqueirão. O confronto está marcado para as 21h30.

REFORMA TRIBUTÁRIA DEVE ELEVAR GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA NO RN

 


A Reforma Tributária foi tema de discussão nesta segunda-feira (12), em Natal. O secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma Tributária, Bernard Appy, participou de evento realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais do Rio Grande do Norte (LIDE RN) em parceria com a Fecomércio RN. O representante do Governo Federal falou sobre as potencialidades da reforma e apontou pontos que beneficiarão a economia potiguar.

“Uma mudança importante aqui para o Rio Grande do Norte é a criação do Fundo de Desenvolvimento Regional, que é um novo instrumento de fazer políticas de desenvolvimento que vai entrar no lugar da concessão de benefícios fiscais. Tenho certeza de que o efeito desse fundo na geração de emprego e renda vai ser maior que o efeito dos benefícios fiscais concedidos atualmente”, explica Bernard Appy.

    Apesar desse novo dispositivo, que deve substituir a atual política de isenção fiscal, o secretário garante segurança jurídica para as empresas que gozam do incentivo em vigor atualmente.

    Outro ponto que vai beneficiar o Rio Grande do Norte é a mudança da tributação no destino e origem. Com as regras atuais, o setor produtivo potiguar deixa de arrecadar impostos de alguns setores como a produção de energias, dado que o imposto é cobrado no destino, ou seja, onde o produto é comercializado.
    “No geral, estados que são mais consumidores que produtores irão se beneficiar mais, que é o caso do Rio Grande do Norte. É uma modificação de longo prazo, mas nessa transição o estado tende a aumentar a sua participação no total do bolo de arrecadação”, diz Bernard Appy.

    Um terceiro ponto pelo secretário extraordinário como benéfico para o Rio Grande do Norte será a criação de um mecanismo para a devolução de parte do imposto sobre o consumo, uma espécie de cashback. “O cashback é um mecanismo que vai ser financiado pelo país todo para favorecer as populações de menor renda, e elas estão concentradas nos estados com menor grau de desenvolvimento e nesse momento o Rio Grande do Norte vai se beneficiar também”, conta Appy.

    Votação da Reforma Tributária

    A proposta está sendo discutida no Congresso Nacional, onde os parlamentares analisam dois projetos com o mesmo objetivo de atualizar o sistema tributário brasileiro, as Propostas de Emenda à Constituição nº 110/2019, do Senado Federal, e a 045/2019, da Câmara dos Deputados. Um grupo de trabalho formado por parlamentares está à frente das análises em Brasília e, no último dia 6 de junho, divulgaram um relatório sobre as propostas, com a indicação de que um projeto substitutivo deve ser apresentado englobando itens das duas PECs.

    “O relatório tem as diretrizes para a elaboração do parecer e do substitutivo com seu apresentado no plenário da Câmara dos Deputados. A expectativa é que esse substitutivo seja apresentado já na próxima semana, até o dia 19 de junho, e que ele seja votado na primeira semana de julho”, explica o secretário extraordinário da Reforma Tributária.

    As diretrizes de que fala Bernard Appy são claras na proposta de simplificação do sistema tributário, quando pretendem reduzir a quantidade de tributos.

    “A ideia é substituir cinco tributos extremamente disfuncionais que temos hoje, que são PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) com regras extremamente simples, e mais um imposto seletivo que vai incidir sobre questões mais restritas como fumo e bebida alcoólica”, explica Bernard Appy.

    Evento do LIDE RN

    Além da presença de Bernard Appy, também colaboraram no debate o Secretário Estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier; e Guilherme Mercês, Diretor de Economia e Inovação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), além dos presidentes das entidades que promoveram o encontro, Jean Valério, do LIDE RN, e Marcelo Queiroz, da Fecomércio RN.

    “A presença do secretário Bernard Appy aqui demonstra o compromisso do Governo Federal com a gente, e eu fico feliz que em um momento tão tumultuado como esse, ele tenha cedido a agenda para vir aqui, em um evento do LIDE com a Fecomércio, onde a gente marcou posição em pedir atenção especial do Governo Federal para o Nordeste. Seja para a manutenção dos benefícios fiscais, para a criação do fundo de desenvolvimento, para que seja uma reforma justa, mas principalmente olhando para as desigualdades regionais, ou seja, olhando para o Nordeste, olhando para o Rio Grande do Norte”, diz Jean Valério, presidente do LIDE RN.

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