ABC É DERROTADO PELO TOMBENSE POR 3 A 0 E CHEGA 12 JOGOS SEM VITÓRIAS NA SÉRIE B

Imagem
  O ABC chegou ao seu 12º jogo seguido sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro perdeu do Tombense por 3 a 0, nesta quinta-feira (7), fora de casa. A partida marcou a estreia do técnico Argel Fuchs no comando do time potiguar. Os gols da partida foram marcados por Fernandão, no primeiro tempo, enquanto Matheus Frizzo e Alex Sandro deram números finais ao confronto na segunda etapa. Com a derrota, o ABC segue na última posição do campeonato, com 16 pontos conquistados após 27 rodadas. O time está a 11 pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Avaí. Já o Tombense chega aos 25 pontos e pode sair da área de descenso na próxima rodada. O ABC volta a campo na próxima sexta-feira (15), em partida contra o Sport, no Frasqueirão. O confronto está marcado para as 21h30.

POTIGUARES SEM TER O QUE COMER

 

Aumento da fome nos últimos anos está diretamente ligado ao avanço da crise da covid-19 – Foto: Rogério Vital/NOVO Notícias


Fome, geladeira vazia, panelas secas, incerteza e desespero. Esse é o dia a dia da potiguar Angélica Guimarães, que tem três filhos e está desempregada.

“Meu armário está sem nada. Eu vivo com a ajuda de vizinhos. Têm dias que a minha filha pede um pão e eu não tenho para dar. Sou eu sozinha para pagar aluguel, luz, remédio, comida… agora minha mãe veio morar comigo, e ela tem diabetes. Só Jesus sabe o que eu estou passando”, contou, desesperada, a dona de casa.

O aposentado Reginaldo Teixeira vendeu picolé durante 34 anos em Natal. Hoje ele é catador de material reciclável, vive em situação de rua e todas as noites é assistido por voluntários que distribuem comida na capital potiguar. “Eu durmo na casa de um parente, mas toda noite venho para a fila do ‘sopão’. Eu tenho prestado atenção e o número de pessoas pedindo ajuda aumentou muito. Tem vezes que a fila aqui fica tão grande que não dá para todo mundo”, relatou.

Edileuza Faustino, mais conhecida como Edi, mora em Parnamirim e frequentemente ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela relata que a demanda só aumenta. “Aqui em Parnamirim tem muitas pessoas passando necessidades. Eu e minhas irmãs sempre fazemos cestas para as igrejas, mas muita gente vem bater na minha porta pedindo ajuda”, contou.

A fome está sendo realidade para 33,1 milhões de brasileiros atualmente e está avançando cada vez mais rápido pelo Brasil. No final de 2020, 19,1 milhões de pessoas conviviam com ela no país, ou seja, 14 milhões a menos que em 2022. O número atual, que equivale a 15,5% da população, quase dobrou em dois anos.

Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN) em parceria com seis entidades e ONGs.

A crise provocada pela pandemia da covid-19 está diretamente relacionada ao avanço, ainda maior, da fome nos últimos dois anos. É o que afirma Ana Maria Segall, médica epidemiologista e pesquisadora da Rede PENSSAN.

“A pandemia surge neste contexto de aumento da pobreza e da miséria, e traz ainda mais desamparo e sofrimento. Os caminhos escolhidos para a política econômica e a gestão inconsequente da pandemia só poderiam levar ao aumento ainda mais escandaloso da desigualdade social e da fome no nosso país”, apontou.

De acordo com Gllauco Smith, sociólogo e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), essa problemática da fome não é algo conjuntural, mas sim estrutural. “Em se tratando de Brasil, particularmente, tem a ver com nossas raízes, com nosso substrato socioeconômico, marcado por agudas desigualdades de todas as ordens: crescemos, como povo brasileiro, sob os alicerces de um projeto econômico produtor de famintos. E isso decorreu, e ainda decorre, das assimétricas relações sociais pelas quais a distribuição da riqueza social é absurdamente desigual, excludente e, por isso mesmo, injusta em seu âmago. Trata-se de uma força social que desintegra a organização social, deixando-a patológica. A fome é, assim, ao mesmo tempo, sintoma e patologia de uma sociedade que já se ergueu doente”, afirmou.

Ele ainda pontuou que a pandemia da covid-19 acentuou a exclusão social já existente no país. “Esse numeroso contingente populacional é composto, sobremaneira, por pobres. E pobres que não estão somente sob risco alimentar, mas, principalmente, que não têm o que comer. Trinta milhões de famintos é a face mais desumana do descaso humano em relação a outros humanos”, lamentou o sociólogo.

A única solução para a atual situação de fome no país, segundo Gllauco, seria a criação de políticas públicas efetivas voltadas para o enfrentamento desse cenário. “Quando falo em enfrentamento, me refiro a uma atuação estatal de curto, de médio e de longo alcance, porque não adianta socorrer agora e esquecer depois. É preciso entender que a fome, assim como outros problemas a ela relacionados, devem ser alvos de políticas públicas permanentes, especialmente no Brasil, país de persistentes antagonismos sociais”, finalizou o professor.


Novo Notícias

Notícias mais lidas na semana.

COMEÇOU O FESTIVAL DE LICITAÇÕES DA PREFEITURA DE SANTO ANTÔNIO-RN

TRAGÉDIA: SOBE PARA 21 NÚMERO DE MORTOS POR CHUVAS NA BAHIA

TRF-4 DERRUBA DECISÃO DE SERGIO MORO E ABSOLVE EX-TESOUREIRO DO PT

Postagens mais visitadas deste blog

STF CONFIRMA QUE TRANSEXUAL PODE ALTERAR REGISTRO CIVIL SEM CIRURGIA

AUTORIDADES PARTICIPAM DE TRANSMISSÃO DE COMANDO DA POLÍCIA MILITAR EM GOIANINHA

MPF PROCESSA EX-PREFEITA DE MONTE DAS GAMELEIRAS/RN POR FRAUDE NA OBTENÇÃO DA CONCESSÃO DE RÁDIO