ABC É DERROTADO PELO TOMBENSE POR 3 A 0 E CHEGA 12 JOGOS SEM VITÓRIAS NA SÉRIE B
Profissionais que atuam no Censo 2022 estão encontrando dificuldades para entrevistar moradores no Rio Grande do Norte. Os relatos são de recusas por moradores, complicações para atuação em condomínios e até ameaças. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), episódios como esses dificultam o andamento da pesquisa.
Um dos casos mais extremos foi o de um recenseador que chegou a registrar um boletim de ocorrência contra um morador do bairro da Redinha, na zona Norte de Natal. De acordo com o profissional, mesmo com as explicações do que se tratava a pesquisa, o homem se manteve irredutível e fez diversas ameaças contra o profissional.
"Ele disse que era pra eu sair da rua dele e mandou eu não voltar mais. Se eu voltasse, ele ia me dar um tiro, isso com a mão na cintura", afirmou o recenseador, que preferiu não ser identificado.
Após o registro do boletim de ocorrência, ele relata que continua trabalhando na função, mas em outro setor. "Fui remanejado. Eu participei do processo seletivo para melhorar minha renda, mas, após a situação, já pensei em desistir", revela.
Rogério Campelo é coordenador de operações do Censo 2022 no RN e destaca que a recusa traz problemas para o andamento do levantamento.
"A gente faz esse apelo, para que permitam o acesso do recenseador. O censo faz o quadro brasileiro e permite o planejamento para a próxima década, mas algumas pessoas ainda tem dificuldades de entender isso. O IBGE quer apenas fazer o seu trabalho", afirma.
Uma recenseadora, que também pediu para não ser identificada, afirmou que já ultrapassou 85% dos atendimentos previstos, mas vem tendo dificuldades para ouvir moradores de condomínios.
"Meu supervisor foi nesse condomínio e o que disseram foi que seria realizada uma assembleia com os moradores para viabilizar nossa entrada. Mas pra quê assembleia?", questiona a recenseadora, que afirma que precisa concluir o setor para receber o seu pagamento.