ABC É DERROTADO PELO TOMBENSE POR 3 A 0 E CHEGA 12 JOGOS SEM VITÓRIAS NA SÉRIE B

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  O ABC chegou ao seu 12º jogo seguido sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro perdeu do Tombense por 3 a 0, nesta quinta-feira (7), fora de casa. A partida marcou a estreia do técnico Argel Fuchs no comando do time potiguar. Os gols da partida foram marcados por Fernandão, no primeiro tempo, enquanto Matheus Frizzo e Alex Sandro deram números finais ao confronto na segunda etapa. Com a derrota, o ABC segue na última posição do campeonato, com 16 pontos conquistados após 27 rodadas. O time está a 11 pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Avaí. Já o Tombense chega aos 25 pontos e pode sair da área de descenso na próxima rodada. O ABC volta a campo na próxima sexta-feira (15), em partida contra o Sport, no Frasqueirão. O confronto está marcado para as 21h30.

COM ESTOQUE BAIXO, SECRETARIA DE SAÚDE DIVULGA ORIENTAÇÕES SOBRE USO DE SORO ANTIRRÁBICO NO RN

 

Soro antirrábico (Arquivo) — Foto: Tássio Barros


A Secretaria Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) anunciou nesta terça-feira (27) o envio de uma nota de orientação aos municípios do estado sobre o uso do soro antirrábico e da imunoglobulina humana no tratamento de casos de raiva. Também há orientações à população sobre o assunto.

O documento segue uma orientação nacional diante da escassez do soro e da imunoglobulina no país e também apresenta orientações ao público sobre como agir em caso de contato com animais que possam transmitir a doença.

"Agora em dezembro solicitamos um quantitativo de 400 frascos de imunoglobulina e só foram autorizados 50 fracos. De soro, foram solicitados 700 ampolas e liberadas em estoque de urgência uma quantidade de 200 ampolas. É o que temos na rede de frio hoje", afirma Ranih Araujo, sanitarista do programa estadual de controle e vigilância da raiva.

De acordo com Ranih, o país vem registrando redução na quantidade recebida de soro antirrábico e imunoglobulina humana, fornecidos pelos Ministério da Saúde, o que gera a necessidade de racionalização dos recursos.

Os dois produtos podem ser usados no tratamento após a exposição à raiva, mas contam com diferenças na manipulação:

  • O soro é composto por anticorpos de origem animal

  • Já a imunoglobulina humana é obtida do plasmas de doadores humanos com níveis elevados de anticorpos.

O Rio Grande do Norte registrou no ano 47 casos de animais positivos para a doença. Parte desses casos são provocados por variantes virais de origem silvestre, como morcegos e raposas, por exemplo. O último caso de raiva humana foi registrado em 2010, no município de Frutuoso Gomes, no Alto Oeste.

A raiva é um doença viral zoonótica - transmissível entre animais e humanos - e considerada um importante problema de saúde pública, pois tem letalidade em quase 100% dos casos.

Ela é transmitida a partir do contato direto através da mordedura, arranhadura ou secreção do animal contaminado ao humano.

Veja orientações da Sesap aos municípios e à população:

  • - Em casos de agressão, a vítima deve procurar a unidade de pronto atendimento imediatamente para avaliação individual

  • - A população deve evitar se aproximar de animais desconhecidos e principalmente animais silvestres para diminuição na quantidade de acidentes antirrábicos

  • - Os municípios devem intensificar a vacinação de animais domésticos (cães e gatos)

  • - Em situações de agressões com cães e gatos que tem indicação do uso de soro e imunoglobina devem ser infiltrados, com exceção de agressões envolvendo morcegos e outros animais silvestres

Segundo a Sesap, o procedimento de infiltração diminui a quantidade de soro e imunoglobina utilizados no paciente. Ao invés de se considerar o peso da pessoa para aplicação via intramuscular, a infiltração é utilizada somente na região lesionada (onde o paciente foi mordido ou arranhado pelo animal). Com isso, há diminuição no consumo e quantidade de ampolas utilizadas.

Segundo a Sesap, a vacinação contra a Raiva segue normalmente. Além das vacinas antirrábicas para animais domésticos, o sistema de saúde conta com vacinas rotineiramente aplicadas em humanos que têm maior risco de contato com o vírus, como é o caso de profissionais e auxiliares de laboratórios de virologia, agente de endemias, médicos-veterinários, estudantes de medicina veterinária e pessoas vítimas de agressões com risco ocasional ao vírus.

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