ABC É DERROTADO PELO TOMBENSE POR 3 A 0 E CHEGA 12 JOGOS SEM VITÓRIAS NA SÉRIE B

Imagem
  O ABC chegou ao seu 12º jogo seguido sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro perdeu do Tombense por 3 a 0, nesta quinta-feira (7), fora de casa. A partida marcou a estreia do técnico Argel Fuchs no comando do time potiguar. Os gols da partida foram marcados por Fernandão, no primeiro tempo, enquanto Matheus Frizzo e Alex Sandro deram números finais ao confronto na segunda etapa. Com a derrota, o ABC segue na última posição do campeonato, com 16 pontos conquistados após 27 rodadas. O time está a 11 pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Avaí. Já o Tombense chega aos 25 pontos e pode sair da área de descenso na próxima rodada. O ABC volta a campo na próxima sexta-feira (15), em partida contra o Sport, no Frasqueirão. O confronto está marcado para as 21h30.

PAGAMENTO DOS SERVIDORES DEPENDE DE CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO, DIZ GOVERNO


O Governo do Estado segue aguardando autorização da Assembleia Legislativa para abrir um crédito extraordinário no orçamento de 2019 e, só depois disso, pagar despesas de fim de ano como a folha de dezembro e o 13º salário dos servidores. De acordo com a gestão estadual, a medida é necessária porque há dinheiro suficiente para cobrir os gastos, mas não há previsão orçamentária.
De acordo com o controlador-geral do Estado, Pedro Lopes Neto, o problema é decorrente de uma falha na elaboração do orçamento de 2019. Segundo ele, o governo anterior enviou, e a Assembleia aprovou, um orçamento que escondia um déficit bilionário nas contas. Ele explica que parte deste rombo foi sendo coberto com receitas correntes e extraordinárias e com remanejamentos, mas que agora não há mais margem para ajustes.
Para emendar o orçamento, o governo encaminhou para a Assembleia um pedido para abrir crédito extraordinário no valor de quase R$ 1,8 bilhão. Sem isso, a gestão da governadora Fátima Bezerra diz que não consegue pagar a folha de dezembro e o 13º deste ano dos servidores e que também não pode quitar, caso haja mais receitas disponíveis, os salários atrasados (parte de novembro e as folhas integrais de dezembro e o 13º de 2018).


A previsão do governo é pagar parte da folha de dezembro no próximo sábado, 14. O calendário prevê para esta data o pagamento para os servidores da segurança pública e para quem recebe até R$ 4 mil. Quem ganha acima disso receberia no sábado um adiantamento neste valor. A folha seria finalizada no dia 30 de dezembro. Mas tudo isso só vai acontecer – segundo a gestão estadual – se o crédito extraordinário for aprovado.
A matéria, porém, enfrenta forte resistência entre os deputados de oposição. Relator do projeto na Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia, o deputado estadual José Dias (PSDB) afirma que Fátima Bezerra quer praticar uma “pedalada fiscal” e que cobra consentimento da Assembleia para se resguardar de possíveis penalidades futuras. Ele reconhece o déficit no orçamento, mas diz que o problema poderia ser consertado com a abertura de um crédito suplementar. “Eu votaria favorável no mesmo dia”, diz ele.
Na opinião do parlamentar, a atual situação financeira do Estado não preenche os requisitos necessários para a abertura de um crédito extraordinário. “É somente em casos de guerra, forte comoção social ou no caso de despesas imprevisíveis, o que não é o caso, pois os salários dos servidores são totalmente previsíveis”, argumenta.
Ainda de acordo com o deputado, mesmo que o crédito extraordinário continuasse sendo a opção do governo, a correção poderia ser feita via decreto – e não por projeto de lei. José Dias evoca a lei federal 4.320, de 1964, que, no artigo 44, estabelece que créditos extraordinários deverão ser abertos por decreto do Poder Executivo.
O controlador-geral do Estado discorda. Segundo Pedro Lopes Neto, a suplementação orçamentária só pode ser feita para reforçar uma dotação orçamentária já existente e apenas nos casos de arrecadação não prevista. Ele diz que este não é o caso do Governo do RN. O que houve, ele explica, é que receitas entraram ao longo do ano e foram inteiramente consumidas pelo orçamento. Agora, em função de o déficit ser ainda maior do que o que entrou de receitas (sobretudo em razão dos salários atrasados), chegou-se ao limite de remanejamento de despesas. Existe receita, mas não há dotação orçamentária.
O orçamento de 2019, enfatiza o controlador-geral do Estado, foi aprovado considerando despesas menores que a realidade. “Durante o exercício financeiro, fizemos todos os remanejamentos possíveis e pagamos despesas de anos anteriores, como o 13º de 2017. Bloqueios judiciais consumiram outra parte. Hoje, o orçamento acabou e não temos fonte de recurso”, complementou.
Pedro Lopes defendeu a aprovação do crédito extraordinário e o aval da Assembleia para a medida, pois, segundo ele, esta é a opção mais segura. O controlador-geral aponta que os requisitos para crédito extraordinário estão, sim, atendidos. Ele lembra que o RN está em situação de calamidade pública na área das finanças desde o dia 2 de janeiro de 2019, quando a governadora editou um decreto neste sentido e que, depois, foi ratificado pela Assembleia. E que, como o orçamento não contemplou todas as despesas, os gastos de fim de ano foram imprevisíveis para o governo.

Deputado de oposição trava análise do projeto em comissão

Atualmente, o projeto do crédito extraordinário está na Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia. O colegiado, que se reúne nesta quarta-feira, 11, aguarda apenas o parecer do deputado José Dias para dar continuidade à tramitação.
Crítico do projeto, o tucano diz que não vai apressar a entrega do seu relatório porque o governo quer. Ele aponta, inclusive, que, após chegar à Assembleia, projetos com pedido de urgência têm até 45 dias para serem votados – o do crédito extraordinário foi apresentado no fim de novembro. E mais: para ele, esse prazo nem deveria estar contando porque os deputados da Comissão de Finanças seguem aguardando um posicionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o assunto.
Na reunião de hoje da Comissão de Finanças, José Dias deve apresentar um requerimento com três pedidos: para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) se manifeste sobre o projeto; que a matéria volte para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), pois foi apreciada antes de haver despacho da Mesa Diretora encaminhando para as comissões temáticas; e que o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), considere a possibilidade de devolver o projeto para o Executivo alegando que não é competência da Assembleia votar créditos extraordinários.
José Dias reitera que não apresenta seu relatório antes de o TCE se manifestar, travando, portanto, toda a tramitação.
O deputado estadual Francisco do PT diz que, de fato, o projeto tem 45 dias para tramitar, mas que este é o prazo considerando todas as etapas. No caso da apresentação de parecer pelo relator nas comissões, o Regimento Interno estabelece apenas dois dias.
“O deputado José Dias não é obrigado a concordar com a matéria. Que ele apresente o seu parecer contrário ao projeto. O que ele não pode é segurar a matéria, trancando a tramitação até formar uma convicção. Ele não pode protelar”, declarou.
Depois de passar pela Comissão de Finanças, o projeto ainda precisa ser analisado em plenário antes de ir à sanção.

“Quem perde é o Estado com essa disputa menor”

Relator do projeto da lei orçamentária de 2019, aprovada pela Assembleia Legislativa no final do ano passado, o então deputado estadual Fernando Mineiro – hoje secretário de Gestão de Projetos e Metas do Governo e Relações Institucionais – previu a ausência de dotação orçamentária.
“Se considerarmos uma superestimativa de receitas da ordem de R$ 530 milhões e uma subestimação de despesas que chega a R$ 1,33 bilhão, podemos verificar que a peça orçamentária pode conter um déficit de R$ 1,87 bilhão que precisa ser enfrentado”, escreveu o então parlamentar, em seu relatório.
Ouvido pela reportagem nesta quarta-feira, 11, o secretário defendeu a aprovação do crédito extraordinário e criticou o deputado José Dias por travar a tramitação. “O governo tem o recurso, mas não tem orçamento. Isso não pode ser tratado à luz da disputa política. É um direito que ele tem de fazer isso, mas quem perde é o Estado com essa disputa menor. Quem perde são os servidores, que não terão como receber os seus salários”, aponta.
“Crédito suplementar é quando você tem orçamento para remanejar. O orçamento que tem já está comprometido. Não tem como cobrir a folha como um todo. Se tivesse como ser feito de outra forma, não estaríamos mandando o projeto para a Assembleia”, contesta.

Notícias mais lidas na semana.

FÁTIMA MUDA AGENDA EM BRASÍLIA E CONSEGUE APOIO PARA RETIRAR LÍDER DE FACÇÃO DE PRESÍDIOS DO RN

SELECIONADOS NA CHAMADA REGULAR DO SISU PODEM SE MATRICULAR ATÉ QUARTA

BRASIL TEM QUASE 11 MILHÕES DE JOVENS EM SITUAÇÃO DE EXTREMA POBREZA, DIZ ABRINQ

Postagens mais visitadas deste blog

AUTORIDADES PARTICIPAM DE TRANSMISSÃO DE COMANDO DA POLÍCIA MILITAR EM GOIANINHA

UFRN INICIA CADASTRAMENTO DE APROVADOS NO INTERIOR NESTA SEGUNDA-FEIRA

STF CONFIRMA QUE TRANSEXUAL PODE ALTERAR REGISTRO CIVIL SEM CIRURGIA